A História da Fotografia:
Hercules Florence - A descoberta isolada da fotografia no Brasil
O francês Hercules Florence, aplicou-se a uma série de invenções durante os 55 anos em que viveu no Brasil até sua morte, na Vila de São Carlos (Campinas).
Em 1830, diante da necessidade de uma oficina impressora, inventou seu próprio meio de impressão, a POLYGRAPHIE, como ele a chamou. Seguindo a meta de um sistema de reprodução, pesquisou a possibilidade de se reproduzir usando a luz do sol e descobriu um processo fotográfico que chamou de PHOTOGRAPHIE, em 1832, como descreveu em seus diários da época, anos antes de Daguerre. Em 1833, Florence fotografou através da câmara escura com uma chapa de vidro e usou um papel sensibilizado para a impressão por contato.
Enfim, totalmente isolado e sem conhecimento do que realizavam seus contemporâneos europeus Niépce, Daguerre e Talbot, obteve resultados fotográficos.
terça-feira, 12 de março de 2013
A História da Fotografia:
Fox - Talbot: um nobre aperfeiçoando a fotografia
Na Inglaterra, um descendente de família nobre, membro do parlamento britânico, escritor e cientista aficionado, WILLIAM HENRY FOX-TALBOT, usava a câmara escura para desenhos em suas viagens. Na intenção de fugir da patente do daguerreótipo em seu país e solucionar suas limitações técnicas, pesquisava uma forma de impressionar quimicamente o papel.
Talbot iniciou suas pesquisas fotográficas tentando obter cópias por contato de silhuetas de folhas, plumas, rendas e outros objetos.
O papel era mergulhado em nitrato e cloreto de prata e depois de seco fazia seu contato com os objetos, obtendo-se uma silhueta escura. Finalmente, o papel era fixado, de modo imperfeito, com amoníaco, ou com uma solução concentrada de sal. Às vezes, também era usado o idodeto de potássio.
No ano de 1835, Talbot construiu uma pequena câmara de madeira, com somente 6,30 cm2, que sua esposa chamava de "ratoeira". A câmara foi carregada com papel de cloreto de prata e, de acordo com a objetiva utilizada, era necessária de meia a uma hora de exposição. A imagem negativa era fixada em sal de cozinha e submetida a um contato com outro papel sensível. Desse modo, a cópia apresentava-se positiva, sem a inversão lateral. A mais conhecida nos mostra a janela da biblioteca da abadia de Locock Abbey, considerada a primeira fotografia obtida pelo processo negativo/positivo.
As imagens de Talbot eram bastante pobres, devido ao seu reduzido tamanho de 2,5 cm2, se comparadas com a Heliografia de Nièpce, de 20,3 x 60,5 cm, obtida nove anos antes. Sua lentidão, seu tamanho, e sua incapacidade de registrar detalhes não causavam interesse ao público, em comparação aos daguerreótipos.
Em 1839, quando chegaram à Inglaterra os rumores do invento de Daguerre, Talbot tinha aprimorado suas pesquisas e precipitadamente publicou seu trabalho e o apresentou à Royal Institution e à Royal Society. Sir Herchel logo concluiu que o Tiossulfato de sódio seria um fixador eficaz e sugeriu os termos: FOTOGRAFIA, NEGATIVO E POSITIVO.
Um ano depois, o material sensível foi substituído por iodeto de prata, sendo submetido, após a exposição, a uma revelação com ácido gálico. Mas para as cópias continuou a usar o papel de cloreto de prata. O processo, que inicialmente foi batizado de CALOTIPIA, ficou conhecido como TALBOTIPIA e foi patenteado na Inglaterra em 1841. Talbot comprou uma casa em Reading, contratou uma equipe para produzir cópias, fotografou várias paisagens turísticas e comercializava as cópias em quiosques e tendas artísticas em toda a Grã-Bratanha.
"THE PENCIL OF NATURE", o primeiro livro do mundo ilustrado com fotografias, foi publicado por Talbot em 1844. O livro foi editado em seis grandes volumes com um total de 24 talbotipos originais e continha a explicação detalhada de seus trabalhos, estabelecendo certos padrões de qualidade para a imagem.
Como o negativo da talbotipia não era constituído de um papel de boa qualidade como base de sensibilização, na passagem para o positivo se perdiam muitos detalhes devido à fibrosidade do papel. Muitos fotógrafos pensavam em melhorar a qualidade da cópia, utilizando como base o vidro.
Fox - Talbot: um nobre aperfeiçoando a fotografia
Um TALBOTIPO - Os Jogadores de xadrez, por Talbot |
Talbot iniciou suas pesquisas fotográficas tentando obter cópias por contato de silhuetas de folhas, plumas, rendas e outros objetos.
O papel era mergulhado em nitrato e cloreto de prata e depois de seco fazia seu contato com os objetos, obtendo-se uma silhueta escura. Finalmente, o papel era fixado, de modo imperfeito, com amoníaco, ou com uma solução concentrada de sal. Às vezes, também era usado o idodeto de potássio.
No ano de 1835, Talbot construiu uma pequena câmara de madeira, com somente 6,30 cm2, que sua esposa chamava de "ratoeira". A câmara foi carregada com papel de cloreto de prata e, de acordo com a objetiva utilizada, era necessária de meia a uma hora de exposição. A imagem negativa era fixada em sal de cozinha e submetida a um contato com outro papel sensível. Desse modo, a cópia apresentava-se positiva, sem a inversão lateral. A mais conhecida nos mostra a janela da biblioteca da abadia de Locock Abbey, considerada a primeira fotografia obtida pelo processo negativo/positivo.
As imagens de Talbot eram bastante pobres, devido ao seu reduzido tamanho de 2,5 cm2, se comparadas com a Heliografia de Nièpce, de 20,3 x 60,5 cm, obtida nove anos antes. Sua lentidão, seu tamanho, e sua incapacidade de registrar detalhes não causavam interesse ao público, em comparação aos daguerreótipos.
Em 1839, quando chegaram à Inglaterra os rumores do invento de Daguerre, Talbot tinha aprimorado suas pesquisas e precipitadamente publicou seu trabalho e o apresentou à Royal Institution e à Royal Society. Sir Herchel logo concluiu que o Tiossulfato de sódio seria um fixador eficaz e sugeriu os termos: FOTOGRAFIA, NEGATIVO E POSITIVO.
Um ano depois, o material sensível foi substituído por iodeto de prata, sendo submetido, após a exposição, a uma revelação com ácido gálico. Mas para as cópias continuou a usar o papel de cloreto de prata. O processo, que inicialmente foi batizado de CALOTIPIA, ficou conhecido como TALBOTIPIA e foi patenteado na Inglaterra em 1841. Talbot comprou uma casa em Reading, contratou uma equipe para produzir cópias, fotografou várias paisagens turísticas e comercializava as cópias em quiosques e tendas artísticas em toda a Grã-Bratanha.
"THE PENCIL OF NATURE", o primeiro livro do mundo ilustrado com fotografias, foi publicado por Talbot em 1844. O livro foi editado em seis grandes volumes com um total de 24 talbotipos originais e continha a explicação detalhada de seus trabalhos, estabelecendo certos padrões de qualidade para a imagem.
Como o negativo da talbotipia não era constituído de um papel de boa qualidade como base de sensibilização, na passagem para o positivo se perdiam muitos detalhes devido à fibrosidade do papel. Muitos fotógrafos pensavam em melhorar a qualidade da cópia, utilizando como base o vidro.
A História da Fotografia:
Archer e suas placas úmidas
A dificuldade em usar o vidro como base do negativo era a de se encontrar algo que contivesse, numa massa uniforme, os sais de prata sensíveis à luz, para que não se dissolvessem durante a revelação.
Abel Niépce de Saint-Victor, primo de Nicéphore Niépce, descobriu em 1847 que a clara do ovo, ou a albumina, era uma solução adequada no caso de iodeto de prata. Uma placa de vidro era coberta com clara de ovo, sensibilizada com iodeto de potássio, submetida a uma solução ácida de nitrato de prata, revelada com ácido gálico e finalmente fixada no tiossulfato de sódio.
O método da albumina proporcionava uma grande precisão de detalhes mas requeria uma exposição de 15 minutos aproximadamente. Sua preparação era bastante complexa e as placas podiam ser guardadas durante 15 dias.
O ano de 1851 foi muito significativo para a fotografia. Na França, morreu Daguerre. Na Grã-Bretanha, como fruto da Revolução Industrial, foi organizada a "Grande Exposição", apresentando os últimos modelos produzidos.
Um invento que em pouco tempo chegou a suplantar todos os métodos existentes foi o processo do COLÓDIO ÚMIDO, de Frederick Scott Archer, publicado no "The Chemist" em seu número de março. Esse obscuro escultor londrino, com grande interesse pela fotografia, não estava satisfeito com a qualidade da imagem, deteriorada pela textura fibrosa dos papéis negativos, e sugeriu uma mistura de algodão de pólvora e éter, chamada colódio, como um meio de unir os sais de prata nas placas de vidro. O processo consistia em:
Talbot, acreditando que sua patente cobria o processo colódio, levou ao tribunal um fotógrafo que utilizava a placa úmida em Oxford Street. O juiz pôs em dúvida o direito de Talbot de reclamar da invenção do colódio e os jurados decidiram que esta não infringia sua patente. Então a fotografia estava livre, pois além disso a patente de Daguerre havia expirado em 1853. A fotografia agora tinha condições de crescer em popularidade e a quantidade de aplicações do colódio cresceu durante 30 anos. O número de retratistas aumentou consideravelmente, pessoas de todas as classes sociais desejavam retratos e se estendeu o uso de uma adaptação barata do processo colódio chamada AMBROTIPO.
Archer e suas placas úmidas
A dificuldade em usar o vidro como base do negativo era a de se encontrar algo que contivesse, numa massa uniforme, os sais de prata sensíveis à luz, para que não se dissolvessem durante a revelação.
Abel Niépce de Saint-Victor, primo de Nicéphore Niépce, descobriu em 1847 que a clara do ovo, ou a albumina, era uma solução adequada no caso de iodeto de prata. Uma placa de vidro era coberta com clara de ovo, sensibilizada com iodeto de potássio, submetida a uma solução ácida de nitrato de prata, revelada com ácido gálico e finalmente fixada no tiossulfato de sódio.
O método da albumina proporcionava uma grande precisão de detalhes mas requeria uma exposição de 15 minutos aproximadamente. Sua preparação era bastante complexa e as placas podiam ser guardadas durante 15 dias.
O ano de 1851 foi muito significativo para a fotografia. Na França, morreu Daguerre. Na Grã-Bretanha, como fruto da Revolução Industrial, foi organizada a "Grande Exposição", apresentando os últimos modelos produzidos.
Um invento que em pouco tempo chegou a suplantar todos os métodos existentes foi o processo do COLÓDIO ÚMIDO, de Frederick Scott Archer, publicado no "The Chemist" em seu número de março. Esse obscuro escultor londrino, com grande interesse pela fotografia, não estava satisfeito com a qualidade da imagem, deteriorada pela textura fibrosa dos papéis negativos, e sugeriu uma mistura de algodão de pólvora e éter, chamada colódio, como um meio de unir os sais de prata nas placas de vidro. O processo consistia em:
- Espalhar cuidadosamente o colódio com iodeto de potássio sobre o vidro, escorrendo até formar uma superfície uniforme.
- No quarto escuro, com luz alaranjada, a placa era submetida a um banho de nitrato de prata.
- A placa era exposta na câmara escura ainda úmida, porque a sensibilidade diminuía rapidamente à medida que o colódio secava. O tempo médio de exposição ao sol era de 30 segundos.
- Antes que o éter, que se evaporava rapidamente, secasse, tornando-se impermeável, revelava-se com ácido pirogálico ou com sulfato ferroso.
- A fixagem era feita com tiossulfato de sódio ou com cianeto de potássio (venenoso), e finalmente lavava-se bem o negativo.
Talbot, acreditando que sua patente cobria o processo colódio, levou ao tribunal um fotógrafo que utilizava a placa úmida em Oxford Street. O juiz pôs em dúvida o direito de Talbot de reclamar da invenção do colódio e os jurados decidiram que esta não infringia sua patente. Então a fotografia estava livre, pois além disso a patente de Daguerre havia expirado em 1853. A fotografia agora tinha condições de crescer em popularidade e a quantidade de aplicações do colódio cresceu durante 30 anos. O número de retratistas aumentou consideravelmente, pessoas de todas as classes sociais desejavam retratos e se estendeu o uso de uma adaptação barata do processo colódio chamada AMBROTIPO.
A História da Fotografia:
As variações do colódio: o ambrótipo e o ferrótipo
A variante Ambrotipia, elaborada por Archer com a coloração de Peter Wickens Fry, consistia em um positivo direto obtido com a chapa de colódio. Branqueava-se um negativo de colódio sub-exposto, escurecia-se o dorso com um tecido preto ou um verniz escuro, dando assim a impressão de um positivo. Quando um negativo é colocado sobre um fundo escuro com o lado da emulsão para cima, surge uma imagem positiva graças à grande reflexão de luz da prata metálica. Dessa maneira o negativo não podia mais ser copiado, mas representava uma economia de tempo e dinheiro, pois se eliminava as etapas de obtenção da cópia. O nome Ambrótipo foi sugerido por Marcos A. Root, um daguerrotipista da Filadélfia, sendo também usado este nome na Inglaterra. Na Europa era geralmente chamado Melainotipo. Os retratos pequenos, feitos através deste processo, foram muito difundidos nos anos cinqüenta até serem superados pela moda das fotografias tipo "carte-de-visite".
Outra variação do processo colódio, o chamado Ferrótipo, ou Tintipo, produzia uma fotografia acabada em menos tempo que o Ambrótipo. Há divergências entre autores quanto ao criador do processo; para uns, o Ferrótipo foi elaborado por Adolphe Alexandre Martin, um mestre francês, em 1853. Para outros, foi Hanníbal L. Smith, um professor de química da universidade de Kenyon, quem introduziu o processo. Este processo era constituído por um negativo de chapa úmida de colódio com um fundo escuro para a formação do positivo. Mas, ao invés de usar verniz ou um pano escuro, era utilizada uma folha de metal esmaltada de preto ou marrom escuro, como suporte do colódio. O baixo custo era devido aos materiais empregados e sua rapidez decorria das novas soluções de processamento químico.
O Ferrótipo desfrutou de grande popularidade entre os fotógrafos nos Estados Unidos a partir de 1860, quando começaram a aparecer os especialistas fazendo fotos de crianças em praças públicas, famílias em piqueniques e recém casados em porta de igrejas.
O inconveniente de todos os processos por colódio era a utilização obrigatória de placas ainda úmidas. Idealizou-se várias maneiras de conservar o colódio em estado pegajoso e sensível durante dias e semanas, de forma que toda manipulação química pudesse ser realizada no laboratório do fotógrafo em sua casa, mas logo apareceu um processo "seco" que substituiu rapidamente o colódio: a gelatina.
As variações do colódio: o ambrótipo e o ferrótipo
A variante Ambrotipia, elaborada por Archer com a coloração de Peter Wickens Fry, consistia em um positivo direto obtido com a chapa de colódio. Branqueava-se um negativo de colódio sub-exposto, escurecia-se o dorso com um tecido preto ou um verniz escuro, dando assim a impressão de um positivo. Quando um negativo é colocado sobre um fundo escuro com o lado da emulsão para cima, surge uma imagem positiva graças à grande reflexão de luz da prata metálica. Dessa maneira o negativo não podia mais ser copiado, mas representava uma economia de tempo e dinheiro, pois se eliminava as etapas de obtenção da cópia. O nome Ambrótipo foi sugerido por Marcos A. Root, um daguerrotipista da Filadélfia, sendo também usado este nome na Inglaterra. Na Europa era geralmente chamado Melainotipo. Os retratos pequenos, feitos através deste processo, foram muito difundidos nos anos cinqüenta até serem superados pela moda das fotografias tipo "carte-de-visite".
Outra variação do processo colódio, o chamado Ferrótipo, ou Tintipo, produzia uma fotografia acabada em menos tempo que o Ambrótipo. Há divergências entre autores quanto ao criador do processo; para uns, o Ferrótipo foi elaborado por Adolphe Alexandre Martin, um mestre francês, em 1853. Para outros, foi Hanníbal L. Smith, um professor de química da universidade de Kenyon, quem introduziu o processo. Este processo era constituído por um negativo de chapa úmida de colódio com um fundo escuro para a formação do positivo. Mas, ao invés de usar verniz ou um pano escuro, era utilizada uma folha de metal esmaltada de preto ou marrom escuro, como suporte do colódio. O baixo custo era devido aos materiais empregados e sua rapidez decorria das novas soluções de processamento químico.
O Ferrótipo desfrutou de grande popularidade entre os fotógrafos nos Estados Unidos a partir de 1860, quando começaram a aparecer os especialistas fazendo fotos de crianças em praças públicas, famílias em piqueniques e recém casados em porta de igrejas.
O inconveniente de todos os processos por colódio era a utilização obrigatória de placas ainda úmidas. Idealizou-se várias maneiras de conservar o colódio em estado pegajoso e sensível durante dias e semanas, de forma que toda manipulação química pudesse ser realizada no laboratório do fotógrafo em sua casa, mas logo apareceu um processo "seco" que substituiu rapidamente o colódio: a gelatina.
A História da Fotografia:
Maddox e sua emulsão de gelatina e brometo de prata
Em setembro de 1871, um médico e microscopista Inglês, Richard Lear Maddox, publicou no British Journal of Photography suas experiências com uma emulsão de gelatina e brometo de prata como substituto para o colódio. O resultado era uma chapa 180 vezes mais lenta que o processo úmido, mas com o novo processo aperfeiçoado e acelerado por John Burgess, Richard Kennett e Charles Benett, a placa seca de gelatina estabelecia a era moderna do material fotográfico fabricado comercialmente, liberando o fotógrafo da necessidade de preparar as suas placas. Rapidamente várias firmas passaram a fabricar placas de gelatina seca em quantidades industriais.
Burgess comercializou a emulsão de brometo de prata e gelatina engarrafada, mas os resultados não foram satisfatórios devido à presença de sub-produtos tais como nitrato de potássio. Em 1873, Kennett vendia emulsões secas e placas preparadas com bastante sensibilidade à luz. Em 1878, Bennett publicou que conservando a emulsão a 32oC de quatro a sete dias, se produzia uma "maturação" que aumentava a sensibilidade.
Fabricantes britânicos como a Wratten & Wainwrigth e The Liverpool Dry Plate Co., em 1880, monopolizaram a fabricação de placas secas. Logo fábricas em todos os países passaram a imitá-los, até que em 1883 quase nenhum fotógrafo usava o material colódio.
Maddox e sua emulsão de gelatina e brometo de prata
Burgess comercializou a emulsão de brometo de prata e gelatina engarrafada, mas os resultados não foram satisfatórios devido à presença de sub-produtos tais como nitrato de potássio. Em 1873, Kennett vendia emulsões secas e placas preparadas com bastante sensibilidade à luz. Em 1878, Bennett publicou que conservando a emulsão a 32oC de quatro a sete dias, se produzia uma "maturação" que aumentava a sensibilidade.
Fabricantes britânicos como a Wratten & Wainwrigth e The Liverpool Dry Plate Co., em 1880, monopolizaram a fabricação de placas secas. Logo fábricas em todos os países passaram a imitá-los, até que em 1883 quase nenhum fotógrafo usava o material colódio.
A história de George Eastman e da Kodak
George Eastman nasceu em 12 de julho de 1854, na vila de Waterville, estado de Nova York, Estados Unidos. Seus pais foram Maria Kilbourn e George Washington Eastman. Quando George ainda tinha 6 anos, seu pai vendeu o negócio que tinha e se mudou para Rochester para poder dedicar todo o seu tempo ao Colégio Comercial Eastman, nesta cidade. Com a morte do pai, dois anos mais tarde, começaram os tempos difíceis para a Sra. Eastman, George e suas duas irmãs mais velhas.
George conseguiu ficar na escola até os 14 anos e, mesmo sendo aplicado, nunca se destacou nos estudos. Nesta idade a pobreza obrigou George a deixar os estudos. Com determinação prometeu a si próprio aliviar a difícil situação financeira e ajudar no lar. Obteve um emprego de mensageiro em uma companhia de seguros, com um salário de 3 dólares semanais; e se destacou por ser cuidadoso e minucioso no trabalho. Um ano depois, já em outra companhia de seguros e pela sua dedicação, teve um aumento em seu salário para 5 dólares semanais. Para conseguir um emprego melhor, estudou contabilidade à noite. Em 1874, depois de ter trabalhado em companhias de seguros por 5 anos, e com apenas 20 anos de idade, ingressou no Banco de Poupança de Rochester.
George Eastman sempre foi austero e poupava mesmo quando ganhava os escassos 3 dólares semanais. Com um novo salário de 800 dólares anuais pôde poupar nos sete anos seguintes 3000 dólares que usou para iniciar seu negócio fotográfico.
George conseguiu ficar na escola até os 14 anos e, mesmo sendo aplicado, nunca se destacou nos estudos. Nesta idade a pobreza obrigou George a deixar os estudos. Com determinação prometeu a si próprio aliviar a difícil situação financeira e ajudar no lar. Obteve um emprego de mensageiro em uma companhia de seguros, com um salário de 3 dólares semanais; e se destacou por ser cuidadoso e minucioso no trabalho. Um ano depois, já em outra companhia de seguros e pela sua dedicação, teve um aumento em seu salário para 5 dólares semanais. Para conseguir um emprego melhor, estudou contabilidade à noite. Em 1874, depois de ter trabalhado em companhias de seguros por 5 anos, e com apenas 20 anos de idade, ingressou no Banco de Poupança de Rochester.
George Eastman sempre foi austero e poupava mesmo quando ganhava os escassos 3 dólares semanais. Com um novo salário de 800 dólares anuais pôde poupar nos sete anos seguintes 3000 dólares que usou para iniciar seu negócio fotográfico.
A História da Fotografia:
Ensaios de um aficionado
Aos 24 anos decidiu tomar merecidas férias. Havia trabalhado sem descanso na contabilidade do banco, ficando muitas vezes até altas horas da madrugada. A leitura sobre a ilha de São Domingos havia despertado seu interesse em visitá-la. Um engenheiro que trabalhava no sótão do banco lhe sugeriu que documentasse a viagem fotograficamente. Este conselho iniciou George Eastman na fotografia. Comprou um equipamento com todos os apetrechos necessários naqueles dias. A câmara era muito maior que as de hoje e necessitava de um tripé; a tenda que servia de câmara escura tinha que ser grande o suficiente para aplicar a emulsão nas placas de vidro antes da exposição e para revelá-las em seguida. O equipamento incluía, além disso, as soluções químicas, tanques de vidro, um pesado suporte para as placas e uma jarra para a água. As aulas para aprender a tirar fotografias lhe custaram 5 dólares.
Apesar de não ter viajado para São Domingos, quando aprendeu a tirar fotos com placas úmidas foi fotografar a ponte da ilha de Mackinac. Como o tanque de vidro cheio de nitrato de prata para sensibilizar as placas tinha que estar hermeticamente fechado e bem protegido, ele o envolveu em sua roupa de viagem. Apesar de tantas precauções, o tanque se rompeu e ele teve que comprar roupa nova.
Um grupo de turistas se colocou na ponte para posar e observaram como Eastman enfocou a câmara, entrou na tenda para sensibilizar a placa e saiu pronto para tirar a foto. Apesar do calor, o fascinado grupo permaneceu ali durante a longa e complicada operação, e esperou ele sair da tenda após revelar a placa. Estava olhando a foto quando alguém lhe perguntou se vendia. "Não é para vender", respondeu. "Sou um aficionado". Ao saber disto, o curioso se indignou declarando que quando alguém não mais do que um aficionado devia indicar isto com uma placa.
Se bem que no início queria simplificar a fotografia para satisfação pessoal, logo considerou as possibilidades de fabricar placas secas para vender. Como fonte de referência para suas experiências leu todas as publicações disponíveis sobre a matéria e consultou a Enciclopédia Britânica de uma biblioteca.
Trabalhava no banco de dia e experimentava na cozinha de sua mãe durante as noites, misturando e cozinhando soluções de segunda a sexta. Se deitava no sábado à noite e dormia até a manhã de segunda, só acordando para comer. Segundo sua mãe, algumas vezes estava tão cansado que não conseguia tirar a roupa e dormia no chão da cozinha, perto do fogão.
Os três primeiros anos de suas experiências fotográficas foram os mais duros de sua vida de trabalho. O medo da pobreza que assustava sua mãe e irmãs, uma delas vítima da poliomielite, foi a força motriz que o levou a ganhar dinheiro para ajudar a família. A firmeza de sua determinação e seu profundo amor pela mãe constituíram os motivos propulsores de grande parte de sua existência.
Ensaios de um aficionado
Aos 24 anos decidiu tomar merecidas férias. Havia trabalhado sem descanso na contabilidade do banco, ficando muitas vezes até altas horas da madrugada. A leitura sobre a ilha de São Domingos havia despertado seu interesse em visitá-la. Um engenheiro que trabalhava no sótão do banco lhe sugeriu que documentasse a viagem fotograficamente. Este conselho iniciou George Eastman na fotografia. Comprou um equipamento com todos os apetrechos necessários naqueles dias. A câmara era muito maior que as de hoje e necessitava de um tripé; a tenda que servia de câmara escura tinha que ser grande o suficiente para aplicar a emulsão nas placas de vidro antes da exposição e para revelá-las em seguida. O equipamento incluía, além disso, as soluções químicas, tanques de vidro, um pesado suporte para as placas e uma jarra para a água. As aulas para aprender a tirar fotografias lhe custaram 5 dólares.
Apesar de não ter viajado para São Domingos, quando aprendeu a tirar fotos com placas úmidas foi fotografar a ponte da ilha de Mackinac. Como o tanque de vidro cheio de nitrato de prata para sensibilizar as placas tinha que estar hermeticamente fechado e bem protegido, ele o envolveu em sua roupa de viagem. Apesar de tantas precauções, o tanque se rompeu e ele teve que comprar roupa nova.
Um grupo de turistas se colocou na ponte para posar e observaram como Eastman enfocou a câmara, entrou na tenda para sensibilizar a placa e saiu pronto para tirar a foto. Apesar do calor, o fascinado grupo permaneceu ali durante a longa e complicada operação, e esperou ele sair da tenda após revelar a placa. Estava olhando a foto quando alguém lhe perguntou se vendia. "Não é para vender", respondeu. "Sou um aficionado". Ao saber disto, o curioso se indignou declarando que quando alguém não mais do que um aficionado devia indicar isto com uma placa.
Se bem que no início queria simplificar a fotografia para satisfação pessoal, logo considerou as possibilidades de fabricar placas secas para vender. Como fonte de referência para suas experiências leu todas as publicações disponíveis sobre a matéria e consultou a Enciclopédia Britânica de uma biblioteca.
Trabalhava no banco de dia e experimentava na cozinha de sua mãe durante as noites, misturando e cozinhando soluções de segunda a sexta. Se deitava no sábado à noite e dormia até a manhã de segunda, só acordando para comer. Segundo sua mãe, algumas vezes estava tão cansado que não conseguia tirar a roupa e dormia no chão da cozinha, perto do fogão.
Os três primeiros anos de suas experiências fotográficas foram os mais duros de sua vida de trabalho. O medo da pobreza que assustava sua mãe e irmãs, uma delas vítima da poliomielite, foi a força motriz que o levou a ganhar dinheiro para ajudar a família. A firmeza de sua determinação e seu profundo amor pela mãe constituíram os motivos propulsores de grande parte de sua existência.
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